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Alice Através do Espelho

Alice Através do Espelho
alice no espelho
A continuação das aventuras da nossa querida Alice, interpretada pela linda e talentosa Mia Wasikowska, que desta vez, entra em um espelho que a leva ao País das Maravilhas, juntamente com seu inseparável companheiro o Chapeleiro Maluco interpretado pelo fantástico John Depp.

O Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) corre risco de morte após fazer uma descoberta sobre seu passado. Para salvar o amigo, Alice deve conversar com o Tempo (Sacha Baron Cohen) para voltar às vésperas de um evento traumático e mudar o destino do Chapeleiro. Nesta aventura, também descobre um trauma que separou as irmãs Rainha Branca (Anne Hathaway) e a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter). 

Lembrando que neste novo filme, o nosso querido e amado Tim Burton não está dirigindo, e no lugar dele foi esclado o também excelente diretor James Bobin, conhecido por ser autor do ultimo filme dos Muppets


James Bobin, na direção, tenta imprimir à aventura ainda mais extravagância, mais espetáculo visual do que o estilo saturado de Tim Burton. O resultado possui todas as cores e efeitos sonoros que se espera de viagens no tempo, mundos fantásticos, castelos sombrios. Ao mesmo tempo, este é um imaginário pragmático e literal: o tempo é representado por relógios e ponteiros, os ajudantes são os segundos, que juntos formam os minutos, a máquina para voltar ao passado é literalmente uma geringonça mecânica com volantes e cordas para puxar. Bobin transforma Alice numa espécie de super-heroína retrô, lidando com traquitanas antigas e esferas mágicas como se fosse a única capaz de salvar o universo.

A roteirista, no entanto, permaneceu a mesma. Linda Woolverton, especialista em histórias de infâncias traumáticas, já obteve muito sucesso com O Rei Leão e A Bela e a Fera, mas demonstrou menor complexidade nas narrativas recentes de Malévola e do primeiro Alice. Através do Espelho, sem surpresa, tenta consertar a estrutura desconexa do original com a multiplicação de famílias desfeitas. Alice sofre um trauma pela perda do pai e pelas brigas com a mãe, o Chapeleiro Maluco foi rejeitado pelo pai e sofre risco de morte por causa dessa lembrança, a Rainha Branca e a Rainha Vermelha brigaram pelo último biscoito do prato quando crianças, e isso arruinou a vida de ambas. 


Como se pode perceber, as motivações no segundo filme são bastante fracas. O melhor conflito da trama – a dificuldade de Alice se inserir numa sociedade machista e retrógrada, que deseja confiná-la à função de assistente dos homens – é rapidamente substituído pelos valores universais do amor e da amizade. Tudo vale para levar a protagonista de volta ao País das Maravilhas, reencontrando o gato, o coelho, e conhecendo um novo vilão, Tempo, de quem rouba a máquina para retornar ao passado e corrigir os traumas de todos. As possibilidades narrativas de ter o Tempo como um personagem próprio são imensas, mas o roteiro não explora nenhuma delas a fundo.

Como uma adaptação literária, Alice Através do Espelho aproveita pouquíssimo da história de Lewis Carroll além da premissa básica da garota atravessando o espelho e redescobrindo o País das Maravilhas. A história foi feita sob medida para brilharem os elementos de maior popularidade no filme de 2010: o Chapeleiro excêntrico de Johnny Depp, as cores e fantasias do cenário. O humor é discreto, a originalidade não é exatamente o ponto forte da obra, a narrativa continua confusa, mas os sentimentos universais tomam conta de cada cena, na intenção de transformar o texto sombrio de Carroll numa aventura familiar e inofensiva, palatável a quase todos os gostos.O que a gente já está bastante acostumados a esperar da Disney. 

Espero que vocês gostem, eu estou louquinho pra assistir !


 

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